No Brasil, se consultar com um homeopata ou tomar "bolinhas" de homeopatia para lidar com alguma condição médica não é incomum.
Também é comum se deparar com questionamentos sobre a eficácia da homeopatia. Mas o que explica a sobrevivência da prática ao longo de séculos de forte avanço da chamada medicina tradicional —e por que tantos médicos e pacientes se engajam com a homeopatia, apesar de não haver comprovação de que os glóbulos funcionem?
Essas questões estão no cerne de "Cultura Homeopática: uma Investigação sobre a Comunicação do Desconhecimento", livro recém-lançado do sociólogo Lenin Bicudo Bárbara.
Doutor pela USP, Bicudo discute neste episódio as bases da homeopatia e apresenta os principais marcos da sua história no Brasil, como a aproximação com o espiritismo kardecista, o papel de generais no reconhecimento da homeopatia como especialidade médica e as estratégias usadas para preservar a legitimidade da prática e o mercado de seus profissionais.

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