A inteligência artificial e plataformas de big techs tentam capturar a nossa mente, e tantas pessoas —hipnotizadas pela rolagem infinita e pela montanha-russa emocional criada pelas telas— perdem o controle das próprias vidas.
No recém-lançado "O Monge, o Iogue e o Faquir", Ronaldo Lemos discute esse cenário a partir da metáfora de uma carruagem desgovernada, em que as suas partes —o corpo, as emoções e a mente— são cooptadas pela tecnologia, o que rompe o equilíbrio necessário para ser bem conduzida.
Neste episódio, Lemos fala sobre os três arquétipos do título do livro, inspirados em tradições espirituais da China, da Índia e do Ocidente, e aponta caminhos para cultivar o faquir, o monge e o iogue no interior de toda pessoa.
O autor defende que é preciso resistir à guerra do Vale do Silício contra a introspecção e se opõe às ideologias que prometem, por exemplo, que a IA vai criar um mundo de abundância universal.
Lemos sustenta que não existem trocas reais entre a IA e os humanos, por mais que as máquinas sejam ótimas ilusionistas e tentem convencer do contrário. Por isso, não ache que uma IA pode ser a sua namorada ou a sua terapeuta. Também não é bom pensar em terceirizar o raciocínio para elas: em vez de virar um super-herói da produtividade, ele diz, é mais provável fritar o cérebro e ficar burro.

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