Só a política, dizem Gabriela Lotta e Pedro Abramovay, pode construir soluções para as questões estruturais e para as crises do presente do país.
Autores de "A Democracia Equilibrista: Políticos e Burocratas no Brasil", Lotta e Abramovay se contrapõem à ideia de que as políticas públicas devem ser desenhadas por técnicos do Estado o mais longe possível dos políticos eleitos.
Eles argumentam que servidores públicos não são politicamente neutros e não têm legitimidade para tentar governar o país —e, se seguirem por esse caminho, podem impor suas visões de mundo sem promover um debate qualificado com a sociedade, fragilizando a democracia.
Os pesquisadores criticam o corporativismo de carreiras de elite do funcionalismo e apontam os danos produzidos por governantes que agem ignorando os fatos e os subsídios dos burocratas.

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