Nuno Rogeiro e José Milhazes, guiados por Clara de Sousa, mergulharam nos bastidores da atual tensão internacional: do nuclear iraniano estrategicamente escondido em Isfahan ao subtil (e por vezes desajeitado) xadrez das alianças globais entre Estados Unidos, Golfo, Rússia e Ucrânia. “O real impacto dos ataques nunca é verdadeiramente conhecido. O que se pensava ter sido neutralizado pode afinal continuar operacional”, avisa Nuno Rogeiro, em referência ao misterioso material nuclear iraniano, capaz de passar “de 60% para uso militar em poucos meses”. Entre imagens pixelizadas de bombardeamentos e satélites russos passando sobre bases estratégicas, Rogeiro alerta: “Os mísseis provavelmente não tocarão este material”. Milhazes não hesita em apontar o dedo à atual administração americana: “Já vimos que são loucos, ignorantes e perigosos, e, além disso, nem sequer têm freios, como é o caso de Trump”. Uma estratégia errática que, segundo ele, pode “permitir a Putin invadir alguns dos países vizinhos” e empurrar os Estados Unidos para um desgaste semelhante ao do Vietname — ou pior: “poderá ser pura e simplesmente o fim da hegemonia americana”.

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