As negociações nucleares entre os Estados Unidos e o Irão dominaram a agenda internacional desta semana, com sinais contraditórios a alimentarem a incerteza sobre um possível acordo. Segundo as últimas informações disponíveis, uma fação ligada ao presidente iraniano terá aceite as condições americanas, que incluem o fim do programa de enriquecimento de urânio e a entrega do material radioativo à Agência Internacional de Energia Atómica. No entanto, o acordo continua a depender da aprovação do líder supremo, enquanto que em Washington vários senadores republicanos, como Ted Cruz e Lindsey Graham, manifestam forte oposição. Em paralelo, os Estados Unidos mantêm treinos militares para um eventual cenário de intervenção nas instalações nucleares subterrâneas de Isfahan, num contexto de crescente tensão no Golfo.
Na frente ucraniana, Kiev sofreu um dos ataques mais violentos dos últimos tempos, com mísseis a atingirem o centro histórico da capital, incluindo zonas de museus e parques. Apesar da destruição, o ataque terá reforçado a determinação dos ucranianos, com relatos de cânticos patrióticos em abrigos e bunkers. Já no plano geopolítico, a Rússia enfrenta uma crescente dependência da China, visível na penetração massiva de automóveis chineses no mercado russo e em episódios reveladores como o apelo de aldeões siberianos diretamente a Xi Jinping para a construção de uma escola, numa região esquecida pelo Kremlin cujos recursos estão absorvidos pelo esforço de guerra.
O Guerra Fria foi exibido a 24 de maio na SIC.

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