Nasceu em Lisboa, em 1979. Cresceu rodeado de vizinhos, amigos e de mais de 30 primos. A família vivia “sem grandes dificuldades” em Carcavelos e com 10 anos, Bernardo agarrava na bicicleta e ia para a praia. Os pais casaram um ano depois de nascer e por isso diz ser um “produto do 25 de Abril”. Sempre foi uma criança dona do seu nariz, sem “medo” de assumir as suas posições. O pai e o lado paterno da família eram politicamente mais conservadores. O avô tinha, aliás, ligações ao antigo regime: “Nunca o vi como um alto quadro do Ministério do Interior. Via-o como o meu avô, de quem gostava muito”. É conselheiro político do Presidente da República, analista de Assuntos Internacionais, investigador na Universidade Nova de Lisboa. Pai de três filhos, não esconde que já teve muito dissabores ao longo da vida, mas escolheu sempre ficar ao lado dos moderados: "Nem hesitei um segundo em fazer as ruturas necessárias quando o lado escolhido quer anular o meu ou o futuro dos meus filhos”. Bernardo Pires Lima é o convidado do novo episódio do Geração 70.

Especial ao vivo no Tribeca com Anabela Moreira: “O meu pai passou fome, era uma coisa normal. Eu não e até parecia que havia uma espécie de compensação dos tempos antigos, a mesa estava sempre cheia de comida e tinha de sobrar. Não podia era faltar comida”
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Albano Jerónimo: “Tomávamos banho uma vez por semana, usávamos sempre a mesma roupa para ir para a escola. Tudo isso potenciou uma grande união entre mim e os meus irmãos. Não tenho complexos em falar disso, até acho importante porque é único; é a minha vida, a minha educação, que eu não escolhi”
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Tânia Ganho: “Os primeiros sinais do Alzheimer estão lá e ninguém os vê, comecei a dizer que o meu pai tinha Alzheimer e diziam-me que andava a imaginar coisas”
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