Nasceu a 4 de Fevereiro de 1942, na Chamusca. Poderia ter sido advogado, mas a barra dos tribunais não o atraía. Ou professor de ginástica – gostava da barra fixa, mas o sonho era outro. Fez um flic flac na vida e defendeu a tese de que tinha nascido para a música. Aos 14 anos, fundou o seu primeiro conjunto, assim se chamavam as bandas, Os Babies, a fazerem versões de músicas da moda. A sua primeira composição, aos 17, chamava-se Andorinha e trazia a Primavera talvez de uma vida dedicada à música. Os tempos de Coimbra foram de mais música do que de estudos, mas o melhor ainda estava para acontecer. O Quarteto 1111 foi o projecto musical que agitou as águas da música portuguesa e a lenda de El-Rei Dom Sebastião e o álbum com o mesmo nome tiveram tanto sucesso público quantos os cortes da censura. Compôs 1000 canções, vendeu 3 milhões de discos, tem 40 discos de ouro, prata e bronze em casa. “Menino prodígio” é nome de uma canção sua, mas prodigioso é o seu amor pela música, que, sobretudo, o diverte muito.

Lia Gama: “Era uma criança muito solitária e brincava sozinha. Ia para a marquise, sentava-me com os pés numa cadeira e fazia diálogos, personagens. Não queria ser atriz, queria ser artista”
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Episódio ao vivo no NOS Alive com Vitorino: “O Júlio Isidro pôs a ‘menina à janela’ e graças a si de lá ela nunca mais saiu”
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Cucha Carvalheiro: “A minha mãe era muito católica, embora o meu pai fosse ateu. Zangou-se com a Igreja porque o padre não quis batizar uns dos meus primos negros. Portugal era assim”
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