Nasceu em Vieiro, Vila Flor, a 17 de março de 1948. A menina transmontana frequentou a escola primária em Vieiro, em 1955. Sempre quis ser pintora, começou pelos lápis de cor até que um dia o pai lhe ofereceu uma caixa de aguarelas que gastou até ao fim. Com nove anos disse à mãe o que queria ser quando fosse grande e ouviu: “Pintora? Para quê? Os pintores morrem todos à fome”. Viveu em Moçambique dois anos, voltou fez o Liceu em Bragança e desenhou o primeiro de três cenários de teatro da sua carreira: “O Auto da Alma”, de Gil Vicente. Em criança, os serões de Inverno eram passados à lareira a ouvir histórias da guerra civil de Espanha e da Segunda Guerra Mundial. Quando chegava a Primavera fazia colares com malmequeres e no Verão dormia num colchão, na varanda, no meio os avós, para combater o calor. Graça Morais é uma das pintoras mais originais do país. Com a sua arte tocou em todas as artes, desde a pintura nas telas, cenografia, filmes, livros à arte pública. Ouça aqui o novo episódio do podcast Geração 40 conduzido por Júlio Isidro

Isabel Ruth: "Quando brincava em criança gostava de ser vendedora de fruta. Gostava das cores, do cheiro, mas nunca tinha pensado ser atriz"
50:40

Eduardo Barroso: “Depois do pós-guerra estivemos três meses em Goa. Fomos ter com o meu pai, no ano em que houve a invasão, foi nessa altura que o conheci”
57:30

Bagão Félix: “Procuro viver a minha velhice de uma forma livre. Não estamos presos ao tempo físico e podemos aproveitar o tempo espiritual. Já não faço fretes nem tenho desculpas”
49:43