Nasceu em Caxito, a cerca de 70 quilómetros de Luanda. Ainda criança, a família mudou-se para Portugal, onde cresceu, na margem sul do Rio Douro. A infância foi vivida no Norte, até se fixar em Lisboa, onde se licenciou em Filologia Românica. Em 1967, experimentou a carreira jornalística e ficou definitivamente agarrado ao mundo da comunicação. Como repórter na Assembleia Nacional e no Conselho de Ministros, conheceu por dentro os meandros do poder. Foi nesse contexto que conheceu o Presidente do Conselho, António de Oliveira Salazar. Décadas depois publicou o livro “As Máscaras de Salazar”. Aprendeu sobre a vida nas tertúlias dos cafés com grandes intelectuais da altura, tendo sido recebido com simpatia pelos senhores do então pensamento nesses tempos de jornalismo militante. Percorreu diversos jornais, como o “Diário de Lisboa”, o “Diário de Notícias”, o “JL Jornal de Letras”, as “Ideias” e também revistas como “A Vida Mundial” ou a “Visão”. Foi figura constante do célebre botequim da escritora Natália Correia, onde acontecia a antecipação do futuro de Portugal - assim surgiu o livro “O Botequim da Liberdade”. O convidado do novo episódio do Geração 40 é o jornalista e escritor Fernando Dacosta . Ouça aqui a conversa com Júlio Isidro.

Carlos Guilherme: “Cantar até quando? Até que a dentadura me caia. Não tenho vergonha porque a voz está impecável e até me surpreende”
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D. Duarte Pio: “Quem está contra a monarquia, em geral, não é por razões políticas, mas por motivos sentimentais ou preconceitos”
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Io Appolloni: “Era a única atriz que cantava, dançava, representava e se despia. As atrizes portuguesas só davam uns passinhos e pronto”
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