Carlos Guilherme: “Cantar até quando? Até que a dentadura me caia. Não tenho vergonha porque a voz está impecável e até me surpreende”
Nasceu a 23 de abril de 1945 em Lourenço Marques, Moçambique. Começou a traçar o futuro sem saber como, quando aos sete anos contou em público um fado de Coimbra. Só não foi engenheiro electrotécnico ou engenheiro químico, porque os seus impulsos elétricos estavam destinados para o canto. Foi mobilizado para o exército em tempo de guerra, três anos e meio, sendo que dois anos e meio numa zona operacional. Durante esse período, não aprimorou o canto e só aos 30 anos é que teve as primeiras lições de canto como professora escocesa no Zimbabué. A sua primeira participação numa ópera aconteceu na companhia de Salisbury. Com o baile de máscaras de Verdi, ainda e só na qualidade de cantor amador. O 25 de Abril foi a data determinante para mudar de terra e de casa. É no Algarve que lhe acontece o primeiro momento que o leva para o Teatro de São Carlos e o início da sua carreira profissional. Em 1980, estreia-se como cantor residente na ópera Macbeth, de Verdi. Carlos Guilherme Rebelo Nunes é o cantor lírico português com carreira mais longa, sem barreiras e com 91 óperas no currículo. Ouça aqui o novo episódio do Geração 40 com Júlio Isidro.
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Geração 40
Geração 40 é uma conversa com quem nasceu nos anos 40, uma geração que se lembra dos racionamentos e…Social links
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