Entre ataques de ansiedade, mudanças de país e sonhos maiores do que o bairro onde cresceu, Nenny construiu uma identidade própria sem nunca perder a ligação às raízes. Nascida em Lisboa e criada entre Vialonga, Paris e o Luxemburgo, a artista recorda neste conversa com Manel Rosa, a infância passada entre músicas da Disney, Just Dance, morna, funaná e tardes a improvisar concursos de talentos com as primas. Foi ainda em criança que escreveu a primeira canção, sobre racismo, muito antes de imaginar que viria a tornar-se um dos nomes mais relevantes da nova música portuguesa. Na conversa com Manel Rosa, fala sobre o impacto da emigração, os ataques de pânico na adolescência, a importância da música como refúgio e o papel decisivo da WBGang e de Fénix RDC no arranque da sua carreira. Nenny recorda o fenómeno inesperado de “Sushi”, a homenagem à mãe em “Dona Maria”, a inspiração em Sara Tavares e a forma como a cultura cabo-verdiana continua presente em tudo o que faz. Sete anos depois de rebentar nas redes sociais, Nenny estreia finalmente o álbum “ID”, um disco sobre liberdade, identidade e a coragem de existir sem medo.

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