Salvador e Vicente Gil sempre fizeram as coisas juntos. Gémeos, nasceram em 2001 e cresceram entre a casa da avó Rogéria, em Gaia, e as ruas do Porto, onde descobriram o teatro e começaram a representar ainda em crianças. Foi também aí que deram os primeiros passos no cinema, com "Cães que Ladram aos Pássaros", de Leonor Teles, um filme que os levou até ao Festival de Veneza e marcou o início de um percurso artístico que continua a cruzar-se até hoje. Apesar de seguirem caminhos diferentes, nunca deixaram de criar lado a lado. Salvador encontrou na realização, na cenografia e nos figurinos uma forma de contar histórias, somando já vários filmes e dois prémios Sophia. Vicente dedicou-se sobretudo à representação, construindo uma carreira que passa pelo cinema, televisão, teatro e até pela preparação de atores e assistência de encenação. Nesta conversa com Manel Rosa, os irmãos falam sobre crescerem como gémeos, a infância nas ruas do Porto, a entrada precoce no cinema, o processo criativo que os une e o orgulho com que assumem e celebram a sua identidade cigana, dentro e fora do ecrã.

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