Rui Rocha abandonou a liderança da Iniciativa Liberal depois de umas eleições legislativas em que reforçou a presença do partido na Assembleia da República. Agora, poucos meses depois de ter largado o cargo, volta a fazer-se notar nas redes sociais com publicações em que critica os adversários. O regresso ao palco, garante, não serve para se lançar numa candidatura que lhe permita voltar a controlar o partido de que foi líder até julho: “Não estou na posição de Passos Coelho. Não estou a fazer uma OPA hostil” à liderança da Iniciativa Liberal.
Nesta entrevista ao Facto Político, revela que não se inscreveu no movimento político criado por Cotrim Figueiredo depois do terceiro lugar nas presidenciais, mas garante que a iniciativa “soma aos reformistas e não tem ambição de sobreposição com a Iniciativa Liberal”. E até deixa um conselho a Mariana Leitão: “Não tem que ter receio, tem que aproveitar as oportunidades”.
Sobre o pacote laboral, critica o novo presidente da República por ter criado um “consenso anti-reforma laboral” e pede a Montenegro que siga o conselho de Passos Coelho e avance com a lei para o Parlamento mesmo sem aprovação na Concertação Social.
Esta emissão aconteceu na SIC Notícias a 14 de março, ouça aqui o programa do jornalista Diogo Teixeira Pereira em podcast.

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