Em entrevista no Facto Político, o humorista Ricardo Araújo Pereira fala sobre a recusa em convidar o líder do Chega para o seu programa com ironia: “Não posso deixar de achar interessante que a nossa sociedade se preocupe mais com o facto de eu não convidar André Ventura do que com o facto de os jornalistas estarem sempre a convidar André Ventura”.
O humorista afasta ainda a ideia de que a sátira ao Chega seja muito comum: “A frequência com que elementos do Chega são satirizados no nosso programa é muito inflacionada por uma espécie de impressão. O que se passa é que sempre que falamos do Chega, o Chega faz uma choradeira”.
Numa semana em que vários humoristas decidiram cancelar a presença num espetáculo de humor por causa da participação de Jerry Seinfeld (conhecido apoiante do governo Israelita de Benjamin Netanyahu), Ricardo Araújo Pereira critica essa posição por considerar que “ninguém foi surpreendido pelas opiniões do Seinfeld” e acrescentando que “se participar naquele cartaz é concordar com um massacre, aqueles humoristas concordaram durante quatro meses”.
Politicamente, assume que continua “a ser de esquerda” e não vê nenhuma razão para deixar de ser” garantindo que nunca votou à direita: “Sou social-democrata porque considero que o capitalismo deve ser regulado”.

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