Portugal acorda para uma semana em que o caos nas escolas rivaliza com a turbulência política: alunos sem sala, professores sem colocação e um ministro da Educação que tarda em reconhecer o incêndio que arde à sua porta. Fernando Alexandre opera uma revolução silenciosa no ministério — menos organismos, menos pessoas, menos proximidade —, mas os escombros da reforma já têm rosto e têm nome: são as crianças que, com o ano letivo aberto, aguardam em casa por uma cadeira numa sala de aula. A ex-secretária de Estado Alexandra Leitão desmonta o discurso das "dores de crescimento" e lembra que essas dores não são do ministro — são dos 200 mil alunos que as sentem na pele. Enquanto isso, o PS debate internamente quem lidera o partido para as próximas legislativas, os combustíveis continuam a pesar no bolso de quem já não tem bolso, e Lisboa assiste, perplexa, a um presidente de câmara que quer acabar com o sistema Volta porque vê nele um drama social — quando o verdadeiro drama, como sempre, estava à vista e ninguém quis ver.

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