Depois de três semanas de silêncio, o ministro da Administração Interna quis apresentar-se no papel de “um português com’ós outros”: para quê papelada quando tudo pode ser resolvido com um jeitinho. A deslocalização dos bidões até foi um favor que nos fizeram; com o empresário amigo poupou-se imenso dinheiro ao Estado. Os holofotes sobre o ministro Neves aliviaram as luzes de polémica que quase encandearam o ministro Fernando. Está tudo resolvido, tem ele dito repetidamente. Só que não. O próximo ano lectivo afinal já não começa na data marcada. Mas nem só de trapalhadas no governo vive a actualidade. Ventura queixa-se de ter sido assaltado. Deixou a porta do gabinete aberta e larápios muito desarrumados terão, segundo ele, roubado documentos muito comprometedores para o ministro da Administração Interna. A Judiciária está a investigar, por isso, por agora, nada mais há a dizer. Ou melhor, há e é isto: entre Ventura e a verdade, sabe-se que há, é público, uma relação difícil. E de autismo, como estamos? Uma polémica sem política sabe sempre bem, para desenjoar. Neurodivergentes somos nós todos / ou ainda menos / Neurodivergentes somos nós todos / desde pequenos.
(Em Agosto damos descanso aos nossos ouvintes e telespectadores; voltamos em Setembro.)
Nota: esta semana não houve tempo para livros.

O relatório, a galera e um silêncio demasiado ruidoso
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Livros da semana: orgasmos, cegueira, discurso e reaccionarismo
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Telenovelas para quê?!
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