Falemos de cancelamentos. Há o do rapper despedido da tournée de um cantor britânico por ter gritado “Palestina Livre!” E há o que o presidente da Câmara de Lisboa quer promover para evitar a balbúrdia nos caixotes do lixo na cidade por causa dos dez cêntimos das embalagens para reciclar. Ou seja, um nada tem a ver com o outro, o que demonstra que a palavra ‘cancelamento’ é um chapéu para muitas ocasiões diferentes. Para que serve a franqueza em política se só os chalupas dizem ao que vêm? Há novos partidos políticos no horizonte e cada um mais particular que o outro. Todos em busca de um nicho eleitoral sem representação, porque em tempo de fragmentação há nichos que continuam por preencher. Donald Trump, entretanto, contrariado pelos juízes que ele próprio escolheu para o Supremo Tribunal, pôs em prática a segregação jornalística; de ora avante, há orgãos de comunicação social relevantes que perdem o acesso à Casa Branca. No meio de tudo isto, lá se foi a comissão de inquérito à Judiciára. Talvez o Chega volte a ela, mas para já é só intenção; e de boas intenções., já se sabe…

A comédia, a claque e a escola dos lerdos
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