Vasco Coutinho admite que sempre foi um miúdo “estranho” ou “diferente”, mas hoje confessa estar “tranquilo” com a pessoa que se tornou. Do silêncio e da introspeção vividos num seminário em Roma, quando era muito jovem, à infância inquieta em que se sentiu alvo de insultos de outros miúdos, até a um amor que “correu muito mal” e o deixou em depressão, o percurso foi longo e exigente.
“Um dia, a caminho da casa dos meus pais, com a estrada vazia, pensei: ‘Agora dava uma guinada no volante e acabava tudo’”, recorda quando fala da depressão que teve de enfrentar.
Neste episódio de Alta Definição, o humorista deixa de lado a personagem Tia Bli, muito popular entre os ouvintes da rádio, para falar abertamente sobre o caminho que percorreu até à afirmação pessoal e à reconciliação com a sua sexualidade.
Na conversa conduzida por Daniel Oliveira, fala-se não só da superação das adversidades e da importância do apoio familiar, mas também do papel transformador da fé e da criatividade. Vasco revela como o teatro e a espiritualidade serviram de alicerces para ultrapassar momentos de profunda tristeza.
No final do episódio, depois de partilhar toda a sua história de vida, deixa ainda um conselho aos espectadores e ouvintes: “Eu peço desculpa sempre, mesmo quando não tenho razão. Pedir perdão é construtivo. Nós temos sempre culpa de alguma coisa”.
O programa foi emitido na SIC a 14 de março e pode ouvir aqui a versão em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.

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