Manuel João Vieira é conhecido por ser o inesperado candidato à Presidência da República que traz para a mesa do debate temas pouco expectáveis na política, como o amor, a arte, o álcool e reflexões existenciais sobre a vida.
A sua carreira política já conta com cinco candidaturas a este cargo e a mais recente, em 2026, mereceu mesmo um artigo no jornal britânico The Guardian, com o título “Ferraris para todos e vinho canalizado: candidato satírico faz tremer as eleições presidenciais portuguesas”. Apesar de ser reconhecido o tom humorístico das suas intervenções, nesse mesmo ano a sua campanha valeu-lhe 1,08% dos votos.
No Alta Definição, vamos conhecê-lo de uma outra forma. Como foi a sua infância? Como foram os seus primeiros namoros? Que problemas de saúde tem? E será que a sua candidatura política é apenas uma sátira ou representa verdadeiramente aquilo que pensa?
O também vocalista dos Ena Pá 2000 reconhece, neste programa, que já teve problemas com o álcool e explica como estes se relacionavam com a sua vida artística. “Recorria muito à bebida para subir ao palco. Agora tento não beber um copinho ou um café com bagaço antes do espetáculo. Já consegui libertar-me dessa necessidade.” A conselho da sua médica, está a tentar não beber há quatro meses e reconhece estar melhor assim, apesar de ainda pensar no “bife de lombo com um copo de vinho” que espera apreciar daqui a outros quatro meses, “sem abusar”.
Sobre a infância e o seu passado, recorda as histórias com o primo, a mãe que sofreu de tuberculose e o pai distante. “Eu não consigo compreender a minha infância, fiz alguma psicanálise, mas os grandes problemas que existem a nível emocional são muito complicados”, admite. Quando Daniel Oliveira lhe pergunta se, mesmo assim, ainda é possível aprender a amar, responde: “Pode-se aprender, mas nós teremos sempre dentro de nós algum amor torto.”
Ouça a conversa em formato podcast, emitida na SIC a 29 de agosto.

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