Aos 8 anos, Matias, o filho que foi diagnosticado com autismo, chamou-o de pai pela primeira vez. Uma experiência que viria a marcar o cantor angolano para a vida. Matias Damásio compartilhou como foi crescer durante a guerra civil, ter de enfrentar a pobreza extrema e a violência. Aos 12 anos, foi vítima de abuso sexual. Lidou com esse trauma sozinho, sem ajuda psicológica, e esse trauma viria a afetar as suas relações amorosas futuras, confessa. Abordou a perda de um irmão por falta de assistência médica e como isso quase o fez desistir. “Num contexto de pobreza dá-se valor à vida, às coisas pequenas, como ter almoço, ter jantar, poder beber um copo de água, poder estar vivo, poder dar abraços”, acrescenta. Matias reflete ainda sobre a sua trajetória artística, os sacrifícios pessoais, a saudade, e os sonhos que o motivam, destacando o papel da música como força transformadora. Eis a história de vida de Matias Damásio, no dia em que sobe ao Meo Arena para um grande concerto.

“Eu quero ser o sítio que a minha mãe vai quando precisa de chorar. Eu não quero que ela chore sozinha”
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Evandro Gomes: “Cheguei a não ter comida na mesa, partilhávamos pão e leite entre oito pessoas. Pedi 50 cêntimos à minha mãe e ela nem 10 tinha na conta”
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Vasco Pereira Coutinho: “Não jogava à bola com os outros meninos, preferia brincar com as minhas amigas. Sabia que era diferente, mas não confessava a ninguém”
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