Há seis anos, Jorge Jesus sentou-se pela primeira vez para falar da sua vida — não do futebol, mas da vida. Hoje, o homem que nasceu na Amadora, que saltava pela janela do primeiro andar agarrado a um poste de luz para ir jogar à bola, que vendia cobre e metal antes do amanhecer para ter dinheiro no bolso, senta-se agora no lugar mais alto do futebol português: selecionador nacional. Com Cristiano Ronaldo como elefante na sala — e como eventual trunfo ou dilema — o mesmo miúdo a quem chamavam "o Russo" ou "Lourinho" vai agora tentar escrever o capítulo mais ambicioso de uma carreira construída entre Felgueiras e o Rio de Janeiro, entre o Belenenses e o Benfica, entre o Sporting e o Al-Nassr, onde treinou o melhor marcador de todos os tempos e o homem que elevou a dimensão portuguesa a outro patamar: “O próprio Ronaldo, no princípio da sua carreira, disse que ia ser um dos melhores jogadores do mundo. E é. E foi. Eu sei que sou um dos melhores. Não sou eu que digo — são os jogadores que trabalham comigo.”

Nuno Markl: “Estava à rasca, tinha medo de morrer, mas não tinha bem a noção do quão perto estava”
1:06:39

Luís Represas (1956-2026): “Gostava que as minhas canções continuassem a ser ouvidas daqui a 100 anos”
36:14

Xana Carvalho: “O meu pai também era cantor. Questiono muito as decisões da minha vida: ‘Isto é mesmo um sonho meu ou uma forma de agradar?’”
1:01:20