O fadista João Braga partilha episódios decisivos da sua infância, como o acidente que marcou a sua saúde e a educação rígida do pai, mas também o precoce fascínio pelo universo da música. O fado surge não só como vocação, mas como espaço de autodescoberta e de emoção partilhada — tanto mais significativo quando o artista recorda a sua fuga para Espanha após o 25 de Abril, e relata como a sua casa foi arrombada e assaltada, confessando que “foi das piores sensações de toda a minha vida”.
Ainda assim, Braga não esquece o papel agregador e transformador do fado: “O fado é sobretudo emoção, muito mais do que gingão”. O Alta Definição foi exibido a 28 de fevereiro na SIC.

Evandro Gomes: “Cheguei a não ter comida na mesa, partilhávamos pão e leite entre oito pessoas. Pedi 50 cêntimos à minha mãe e ela nem 10 tinha na conta”
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Vasco Pereira Coutinho: “Não jogava à bola com os outros meninos, preferia brincar com as minhas amigas. Sabia que era diferente, mas não confessava a ninguém”
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Mário Zambujal (1936–2026): “As pessoas devem ter a noção de que chegar a velho já não é mau. A alternativa é pior. O mal é não chegar a velho”
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