Nascido no Porto, relembra os tempos em que fugia à polícia por ser proíbido jogar à bola na rua. Passou a infância paredes meias com o lar de jogadores do FCPorto, onde ficavam todos os que vinham das colónias, e que muitas vezes se juntavam a ele e aos amigos para passarem tardes dentro do eterno futebol de rua. Lembra-se que a arte de representar apenas tinha o “lado de sofrer”, por lhe custar encarar o público e o “pavor de estar a ser visto”. Hoje é o lugar onde descansa mais de si próprio. O 25 de abril serviu-lhe para a formação de personalidade e de carácter, chegando a fazer parte do Grupo de ação Cultural do norte. Começou a fumar com menos de 15 anos e numa semana decidiu-se a viajar para a Indía. Ficou-se pela Holanda e pela Alemanha. A Indía era muito longe.

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