Após ter sido anunciada a extinção do Ministério da Cultura, dissolvido agora para um Ministério da Cultura, Juventude e Desporto”, a atriz e encenadora Sara Carinhas concebeu um vídeo-manifesto que viralizou rapidamente nas redes sociais, com vozes de várias pessoas artistas, rostos conhecidos do grande público, que questionavam como seria o mundo sem arte, rematando com a máxima: “A Cultura é casa inteira.” E, sobre isto, Sara deixa o alerta: “Quando se quer que as pessoas pensem menos, estejam menos informadas e menos livres no seu pensamento, a primeira coisa a sofrer é a cultura.” Inúmeras vezes premiada, com um largo trabalho no teatro, cinema e televisão, a atriz recentemente protagonizou a minissérie “Mulheres, às armas”, na TVI, e foi uma mulher colonialista no filme de época “Banzo”, de Margarida Cardoso. Ouçam-na nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
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Margarida Vila-Nova (parte 1): “Gosto muito de representar. A arte tem a capacidade de criar diálogo e de nos calçar os sapatos do outro. Enquanto houver diálogo há esperança”
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Isabel do Carmo (parte 2): “Continuo a dar consultas aos 85 anos porque adoro ouvir histórias de vida, são fontes de sabedoria, e gosto mesmo de ajudar os outros”
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