Nesta segunda parte do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”, o ator e encenador Nuno Cardoso revela quais as personagens hediondas mais gostava de levar a palco e quais as causas sobre realidades tenebrosas mais importa lutar. No caminho desta conversa, regressa à sua infância, em Canas de Senhorim, faz uma comovente declaração de amor à sua Avó Flora, fala dos pais retornados de Moçambique, com uma mão à frente e outra atrás, e critica a cobardia do país ao não refletir mais sobre as feridas da Guerra Colonial em África. Depois conta como o teatro se atravessou na sua vida quando estudava direito em Coimbra e como foi dirigir durante seis anos uma instituição com muita talha dourada, o Teatro Nacional São João, no Porto. E revela a fase atual 'de luto' depois da sua saída. No final dá-nos música, diz um excerto de Hamlet e partilha algumas sugestões culturais. Boas escutas!

Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
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Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
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