Linguista e antigo diretor da Universidade Nova de Lisboa, foi ministro da Educação no último governo de Costa. Uma fase “dura”, a enfrentar muitas greves dos professores, que não deixou saudades. “Nunca pus em causa a legitimidade do que os professores pediam. O pior dia enquanto ministro terá sido quando a minha mãe foi insultada por ser filho dela. Aí pensei bater com a porta.” No final do ano passado publicou o livro “Manifesto pelas Identidades e Famílias - Portugal Plural”, como um desabafo para desmontar as “falácias” dos supostos ataques à “família tradicional”. Quanto a isso, o atual diretor da Agência Europeia para as Necessidades Especiais e a Educação Inclusiva, fala do poder da educação e da arte, como defesa da liberdade, da diversidade e dos direitos fundamentais. E revela pela primeira vez a depressão crónica que sofre desde cedo, invisível aos outros, diagnosticada há 7 anos, e a resistência interna que teve de vencer até pedir ajuda. “É um quadro solitário, porque há estigma, não se fala.”

Lídia Jorge (parte 2): “Escrevo ficção na busca de uma verdade. Sozinha sei pouco, mas as personagens que crio ficam a saber muito mais do que eu”
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Lídia Jorge (parte 1): “Acabámos de atravessar a lama. Estou cheia de esperança. Ao mesmo tempo, há avanços em marcha-atrás para as trevas medievais”
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Mateus Solano (parte 2): “Quanto mais famoso me tornei, mais me senti figurante. As pessoas já não olhavam para mim, mas para a personagem que eu fazia na novela”
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