Nesta segunda parte da conversa em podcast com o cineasta e encenador Marco Martins, ficamos a saber como treina o seu músculo da intuição, fala da sua boa relação com a falha e com o imprevisto, e o que mais o inspira e alimenta nesta fome insaciável, e obsessiva, por descobrir e contar histórias pequenas para falar dos grandes temas que atravessam o país e o mundo.
E ainda fala de amor, da relação com os 3 filhos, e do próximo filme que aí vem, a partir da história da peça “A Colónia”, que inclui um elenco de crianças que tiveram de representar o medo que nos anos 70 sentiram outras crianças, filhas de resistentes e presos políticos, que viviam na clandestinidade, enclausuradas, sem poderem ir à rua.
Depois, perto do final, partilha as músicas que o acompanham, os livros que tem lido, assim como os filmes, peças e outros eventos culturais que sugere. Boas escutas!
Músicas:
“Chicago to Texas”- Irreversible entanglements
“Kyrie, Missa Criola” - Ariel Ramirez
“Memória” - Rosalia e Carminho
“Mum does the Washing" - Joshua idehen
Livros:
“Linguagens da Verdade”, Salman Rushdie
“Images de la Politique/Politique des Images”, George Didi-Huberman, Enzo Traverso, Guillaume Blanc-Marrianne
“Poetics of Relation e Caribbean Discourse”, Eduard Glissant
“O Fim Dos Estados Unidos da América“, Gonçalo M.Tavares
“O Colapso”, Eduard Louis
Filmes
“Primeira Pessoa do Singular”, Sandro Aguilar
“Orwell 2+2=5”, Raul Peck
“Três Menos Eu” (a estreia na realização de João Canijo, em 1987, na Cinemateca)
“O Agente Secreto”, Kleber Mendonça Filho
“The Servant”, Joseph Losey
“Sátántangó“, Béla Tarr
Teatro e outros:
Pavilhão Julião Sarmento - “Depois de Para Sempre” e ciclo de cinema “MOVIE EXPERIMENTS, LOS ANGELES”
“TBA” - CREEPY BOYS SLUGS
Marcha do Dia da Mulher - 8 de Março
Aniversário Noite Príncipe, LUX, Sexta 6 de Março

Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
1:16:16

Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
1:00:25

Margarida Vila-Nova (parte 1): “Gosto muito de representar. A arte tem a capacidade de criar diálogo e de nos calçar os sapatos do outro. Enquanto houver diálogo há esperança”
1:11:11