É uma das vozes literárias portuguesas mais marcantes. Enquanto Luísa Costa Gomes prepara um romance de ficção científica, acaba de lançar uma nova colecção de histórias breves: “Visitar amigos e outros contos”. Neste podcast fala de como não cede à pressão do tempo, é crítica da produção massiva de “uma certa evangelização, moralismo e didatismo” nas obras que enchem as livrarias, fala da televisão como uma “espiral descendente” de “vileza” e "estupidificação geral” e alerta para o perigo dos dogmas e da morte da democracia. Esclarece ainda que não viveu nenhum renascimento, após um percalço: “Tive pneumonia, nada de mais. A vida tem umas sacudidelas. Penso na morte desde que nasci, faz parte”. Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça no podcast A Beleza das Pequenas Coisas

Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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Marco Martins (1ª parte): “Vivemos numa sociedade do ego, a ideia de comunidade esvaziou-se. Há uma crise de relações e a arte abre diálogo com o outro”
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Margarida Vila-Nova (parte 2): “O nosso maior inimigo é o medo. Tenho medo do medo que me trava e medo de deixar de sonhar. Sou uma sonhadora nata”
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