A médica Lisa Vicente começa esta segunda parte da conversa algo emocionada com as palavras deixadas pelo poeta e dramaturgo André Tecedeiro. E começa por responder à questão se os profissionais de saúde são ainda demasiado conservadores e preconceituosos e o que importa mudar e transformar nas mentalidades de quem trabalha na área da saúde. Lisa fala também da sua recente grande mudança de vida, em 2023, ao ter deixado de fazer parte da equipa de obstetras da Maternidade Alfredo da Costa, para escapar à voragem do excesso de trabalho que a consumia demasiado. E dá conta que, por vezes, escolher o incerto é o mais certo nesta vida. Mesmo que essas escolhas signifiquem deixar para trás algumas coisas de que goste, ganhou outras. Lisa comenta ainda este novo cenário político na AR e o que considera importante mudar ou celebrar meio século depois do 25 de abril. E ainda nos dá música e poesia, ao ler dois poemas de André Tecedeiro que lhe entraram na pele. Boas escutas!

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
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Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
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Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
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