É uma das mais internacionais artistas portuguesas. Durante anos foi conhecida como “a artista do tampão” por causa da obra “A Noiva”, um candelabro feito com 14 mil tampões com que se estreou na Bienal de Veneza, em 2005. Com um percurso de mais de 30 anos, Joana Vasconcelos é reconhecida pelas suas esculturas monumentais e instalações imersivas que andam por todo o mundo. Em 2012 tornou-se a primeira mulher com uma exposição individual no Palácio de Versalhes, em França. Mas não teve autorização para incluir a peça fulcral da sua obra. “Não é possível tampões em Versailhes”, foi-lhe dito. Desde setembro a sua nova exposição “Plug-In”, no MAAT, em Lisboa, já recebeu para cima de 260 mil pessoas, tornando-se a mais vista da história deste museu. Dia 6 de abril celebra-se este feito com uma ‘finissage’, ao longo de 12 horas de atividades. Um dos seus maiores desejos é abrir as portas do AMA, um misto de museu e atelier, em Lisboa, para quem quiser visitar o seu lugar de criação. Ouçam-na aqui nesta conversa em podcast com Bernardo Mendonça

Isabel do Carmo (parte 1): “No combate à ditadura tive muito medo. Mas se não resistisse, era como se morresse aos meus olhos. Perderia a dignidade”
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Lídia Jorge (parte 2): “Escrevo ficção na busca de uma verdade. Sozinha sei pouco, mas as personagens que crio ficam a saber muito mais do que eu”
1:09:08

Lídia Jorge (parte 1): “Acabámos de atravessar a lama. Estou cheia de esperança. Ao mesmo tempo, há avanços em marcha-atrás para as trevas medievais”
1:20:30