É um dos mais prestigiados atores do nosso país, com um amor particular à poesia. Largamente premiado, está em digressão pelo país com o espetáculo “Última Hora”, de Rui Cardoso Martins, com encenação de Gonçalo Amorim. Durante as últimas semanas, foi um dos performers da obra “1983”, de João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira, ao habitar o cenário de uma paragem de autocarro dos anos 80, envolta em estigma e solidão. "Continua a haver preconceito com a diferença. Isso mexe com a dignidade e com o direito que qualquer pessoa tem a explanar o seu ser em toda a sua grandeza." E recorda o momento em que teve um processo em tribunal, em 1987, por cantar na televisão pública o hino nacional em versão punk-rock, ou quando foi espancado por 'skinheads' para proteger a vida de um rapaz. "O ódio ainda anda por aí. Combate-se o ódio com Educação e Cultura."

Vera Iaconelli (parte 2): “Não sei disputar. Não me interessa a competição. Destaco-me no que faço, mas quero é pertencer. Evito quem atua na inveja. Então faço uma seleção radical, e até sofrida”
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Vera Iaconelli (parte 1): “Interesso-me pelo inconsciente, pela bizarrice, pelo disruptivo, pelos fios soltos e pela falha. É onde aparece a verdade”
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Marco Martins (2ª parte): “Gosto da falha, desde que não venha da preguiça. Há grandes obras de arte que nascem de falhas. No cinema diz-se ‘o erro belo’”
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