Eduardo Gageiro retratou o país miserável do antigo regime, esteve na linha da frente do 25 de Abril, captou o último beijo da governanta Maria a Salazar e registou o atentado nos Jogos Olímpicos de Munique em 1972. Nesta conversa feita em novembro de 2017, o homem que ficou conhecido como “o fotógrafo do povo e da revolução” faz contas à vida, à doença e à solidão, assume um certo mau feitio, mas assegura que “nunca foi mau para ninguém”. Ouçam-no aqui nesta conversa com Bernardo Mendonça. Boas escutas!

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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