Nesta segunda parte da conversa, os escritores Luísa Costa Gomes e Rui Cardoso Martins começam por comentar o que os perturba e ilumina atualmente no país, no dia em que se celebra o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. Depois abrem os seus mais recentes livros, leem um excerto, e revelam um pouco do que lá vai dentro.
Luísa conta como fez a seleção dos contos "O Triunfo do Triunfo" e Rui Cardoso Martins revela como usa o humor para aprofundar, e não para aligeirar, e recorda como o texto que dá arranque ao seu romance "As Melhoras da Morte", foi escrito sem o autor saber que ia resultar num romance.
E ainda partilham os autores que andam a ler. Luísa lê Camões e Rui lê o romancista russo Andrei Platonov.
No final, há ainda espaço para se ouvir uma pergunta do público que confronta algumas afirmações de Luísa e Rui. Boas escutas!

Joana Gama (parte 2): “Quero que seja tudo mais lento. Se pudesse dilatava o tempo. A minha ideia é deixar ouvir a ressonância das notas”
1:13:44

Joana Gama (parte 1): “Quanto menos falamos, mais pensamos e ponderamos. O silêncio tem para mim uma importância extrema: preciso dele para me ouvir”
1:18:01

Lucélia Santos (parte 2): “Acima do ser humano, luto pela floresta. É o que pode dar vias de sobrevivência a tudo o que vive”
42:44