António Brito Guterres conhece a cidade invisível que mora nos bairros das periferias de Lisboa como as divisões da sua casa. O assistente social e investigador na área de Estudos Urbanos é uma das vozes dessas comunidades multiculturais, escutando-as sem imposições, condescendências ou paternalismos, procurando acudir a algumas das suas necessidades e aqui relata como estas pessoas são diariamente marginalizadas, perseguidas e assediadas pelas forças policiais. Que saídas para o ciclo de violência que assistimos no bairro do Zambujal? Que soluções para se pôr fim à exclusão e desigualdade económica e social destas pessoas? O que importa mudar no sistema e nestes bairros debaixo de fogo, onde moram populações economicamente frágeis e com necessidades específicas? Ouçam-no aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Joana Gorjão Henriques (parte 1): “O racismo não é uma questão de direita ou de esquerda. A democracia herdou esse racismo, ainda não o resolveu”
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Maria do Carmo Fonseca (parte 2): “É preciso uma mudança radical no ensino. Que não seja só despejar conhecimento em cima dos jovens, mas que os estimule a terem pensamento crítico”
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Maria do Carmo Fonseca (parte 1): “É possível atrasar o envelhecimento. O desafio da Ciência é levar-nos aos 100 anos com boa cabeça e qualidade de vida”
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