A compositora Ana Lua Caiano é uma das vozes mais aplaudidas da nova música portuguesa. A sua música junta tradição e modernidade, eletrónica e adufe no primeiro álbum, “Vou Ficar neste Quadrado”, lançado em março, com letras como arma contra a inação e o medo. Ana Lua Caiano é múltipla, desdobra-se em várias vozes, “beats” e instrumentos, numa espécie de “one woman show”. Ela soa a futuro e a ao mundo, sem perder de vista as sonoridades do passado. “Mão na Mão” é a sua canção mais popular, que anda de boca em boca a convidar a mexer os pés. Ouçam-na aqui nesta primeira parte da conversa com Bernardo Mendonça

Pedro Marques Lopes (parte 2): “Não descarto a possibilidade de vir a ter um cargo político. Não sei se alguém vai ter a inconsciência total de me propor tal coisa”
1:12:03

Pedro Marques Lopes (parte 1): “Estou motivado a não deixar crescer o terrível cancro que são os discursos discriminatórios na comunidade. Sinto essa responsabilidade”
1:14:34

Teolinda Gersão (parte 2): “Ainda não aprendemos que não pode ser a força bruta, do dinheiro ou das armas a reger o mundo. Eticamente não avançámos nada”
1:05:05