Alexandra Lucas Coelho anda há mais de duas décadas a decifrar os conflitos e guerras no Médio Oriente, uma região que voltou a estar nas bocas do mundo desde o dramático ataque do Hamas, no sul de Israel, a 7 de outubro de 2023. Autora de 14 livros, e com vários prémios de jornalismo e literatura, escreve contra todo o tipo de fronteiras, contra as opressões, contra a ideia do “nós e os outros”. E para ajudar a explicar o que originou a tragédia humanitária sem precedentes que se vive atualmente em Gaza e que já matou 30.000 palestinianos, a escritora lançou este mês uma nova edição revista do seu primeiro livro, “Oriente Próximo”, obra de não ficção sobre Israel e a Palestina, situada entre 2005 e 2007. Alexandra destinou os direitos de autor deste livro para Gaza. E aqui descreve o cenário perturbador que viu e testemunhou na reportagem que fez há pouco tempo na Cisjordânia Ocupada e Jerusalém e o relato duro do amigo W que está em Gaza. Nesta primeira parte pode ainda ouvir-se o testemunho da palestiniana Shahd Wadi, doutorada em Estudos Feministas pela Universidade de Coimbra, e do editor e fundador da Caminho, Zeferino Coelho, que deixa uma pergunta a Alexandra.

Júlia Pinheiro (parte 2): “Nós já não estamos a pensar. Delegamos tudo à máquina. E não refletimos a mutação desse modo de vida. Isto deixa-me um elefante no peito”
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Júlia Pinheiro (parte 1): “Não estou habituada a que me escutem. As pessoas sabem muita coisa sobre mim, mas se calhar não sabem nada…”
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Filipa Leal (parte 2): “Quero ser melhor amiga, melhor amante e melhor pessoa. Também tento viver melhor e escrever melhor”
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