Desde que o governo de São Paulo anunciou uma parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac para a produção da vacina Coronavac, no Instituto Butantã, começou uma guerra de narrativas entre o governador João Doria e o presidente Jair Bolsonaro. Enquanto o líder do Executivo paulista afirma que o imunizante é seguro e pretende vacinar a população em janeiro, o governo federal se recusou, por muito tempo, a colocar a Coronavac no rol de vacinas que seriam adquiridas pelo Ministério da Saúde. Por causa dessa posição, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável por autorizar o uso dos imunizantes, foi colocada em xeque e acusada de atender interesses políticos. Agora, diante da pressão, o presidente Jair Bolsonaro admite comprar a vacina, se a Anvisa der o seu aval.
Afinal, em qual estágio está a Coronavac? Por que a Anvisa está no centro dessa discussão? Na edição de hoje, conversamos sobre o assunto com o infectologista e integrante do Centro de Contingência contra Covid-19 em São Paulo, Esper Kallas, e com Gonzalo Vecina Neto, médico sanitarista, ex-presidente da Anvisa, e colunista do Estadão.

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