Os brasileiros que foram às ruas e celebraram o impeachment de Dilma Rousseff falam em decepção com o país dois anos após o afastamento da petista. O governo de Michel Temer não era bem o que eles imaginavam. O ideal contra a corrupção, que mobilizou a maior manifestação desde as Diretas Já, parece, aos olhos de agora, uma missão enfadonha e com potencial tão exitoso quanto a um murro em ponta de faca. Mas a frustração não é generalizada. A nova chance de escolha pelo voto implícita nas próximas eleições também recarregam as baterias (e a esperança) de eleitores mais engajados. E para mirar o futuro é preciso voltar a maio de 2016. Ou ainda, a 1992.
A reportagem especial de Carolina Ercolin, que você ouvirá agora, provoca um novo olhar sobre personagens importantes do processo, além de projetar a direção dos estilhaços do impeachment na corrida eleitoral de outubro.

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