Nesta semana, o Real completou 25 anos desde a sua criação no governo Itamar Franco. A ideia, bem sucedida, era que a nova moeda acabasse com a hiperinflação, que, em 93, estava na casa dos 2.000% ao ano. Sob a tutela do ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, o novo plano também previa mudanças como uma renegociação da dívida externa, preços e salários livres, além da aceleração do processo de privatização. Durante os 25 anos de Plano Real, pessoas entraram e saíram do mercado de consumo e ferramentas de controle foram implantadas, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Hoje, o País encontra dificuldades de equacionar as contas, o que prejudica os investimentos públicos. Mas, se naquela época o grande vilão era a inflação, hoje a economia tem outros desafios, como a estagnação da economia e a alta taxa de desemprego. Para traçar esse paralelo sobre o momento que o país vivia no inicio do Real e os dias de hoje, conversamos com um dos “pais” do plano, o economista, ex-presidente do BC e do BNDES, Persio Arida.

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