Lula reeleito: algumas hipóteses sobre a virada monumental | Estadão Analisa com Carlos Andreazza

 

No “Estadão Analisa” desta segunda-feira, 26, Carlos Andreazza fala sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que conseguiu se reeleger para um quarto mandato.

A mobilização que saiu das redes sociais e chegou às ruas foi uma das chaves para entender a virada inédita de Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo.

O movimento, puxado por André Janones (Redes-MG), contribuiu para derrubar a abstenção ao menor patamar em 20 anos, abrindo caminho para a vitória do presidente, dizem especialistas ouvidos pelo Estadão.

“O poder de mobilização foi fundamental para o maior comparecimento e mudança de eleitores que votaram branco ou nulo”, afirma Maurício Moura, economista e fundador do instituto de pesquisa Ideia.

A reeleição de Lula fortalece as chances de o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) serem reconduzidos às presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, respectivamente.

Mesmo assim, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) continuam sob o risco de sofrerem processo de impeachment a partir de 2027.

O resultado das urnas ainda não havia sido anunciado quando o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), postou no X críticas duras à decisão de Cristiano Zanin.

O Senado é o foro para processar e julgar ministros do Supremo.

Flávio perdeu a eleição, mas tem maioria no Senado.

Na primeira fala após a derrota na eleição presidencial, o candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, disse não reconhecer a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Flávio perdeu por uma diferença superior a 4 milhões de votos.

A reeleição de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral.

“É inexplicável acontecer o que aconteceu. É impossível reconhecer o resultado dessas eleições.

Vou pedir a anulação”, disse o senador.

O candidato do PL alegou que Zanin “deu uma canetada” ao acolher o pedido da campanha petista e prorrogar o prazo de votação até as 19h.

A solicitação ao STF foi feita pela campanha de Lula após uma série de denúncias de problemas no serviço público de transporte em diferentes cidades, como Salvador e São Paulo.

A campanha do senador, no entanto, também acionou o TSE, solicitando a ampliação do horário de votação em ao menos três Estados.

Acompanhe Estadão Analisa com o colunista Carlos Andreazza, de segunda a sexta-feira, o programa traz uma curadoria dos temas mais relevantes do noticiário, deixando de lado o que é espuma, para se aprofundar no que é importante

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