Edição desta sexta-feira analisa os desdobramentos jurídicos e políticos da decisão de ontem do STF, ao adiar para o dia 4 de abril o julgamento do habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula. Somado a isso, os ministros da mais alta corte do País deferiram liminar que impede que Lula seja preso até lá. O petista ganha um fôlego, assim como os próprios magistrados, que evitaram o constrangimento de ver um habeas corpus perder a validade. Sobre o tema, batemos um papo com Daniel Falcão, professor do Instituto de Direito Público. Para ele, o STF tomou uma decisão “salomônica”. Ou seja, não agrada lado nenhum e dá tempo para que as primeiras reações se assentem. A questão central, lembra Falcão, é o quanto o julgamento do dia 4 poderá alterar o entendimento do STF de 2016, que permite a prisão após a condenação em 2ª instância.
Já do lado político, o STF sai mais uma vez desprestigiado perante à sociedade, na visão da editora da ‘Coluna do Estadão’, Andreza Matais, ouvida aqui pelo programa. O único que parece se beneficiar até agora, lembra ela, é o ex-presidente Lula. Que tem motivos para acreditar que seu habeas corpus será aceito e lhe dará tempo e condições para atuar em palanques e nas decisões estratégicas do PT nestas eleições.

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