A crise de representatividade política no Brasil tem fomentado alternativas das mais diversas na hora de resgatar a confiança do eleitor com os pretendentes a cargos públicos. O efeito mais claro deste sentimento “anti- establishment” é a busca por candidatos “outsiders” – ou que, ao menos, não tenham vínculos profundos com os grupos políticos mais tradicionais. Outra novidade que deve pintar nestas eleições brasileiras é uma nova categoria de candidatura no segmento legislativo: despersonalizada e defendida por um grupo, não por uma pessoa só. É claro que do ponto de vista legal isso não está previsto, nem autorizado. Na urna, apenas um nome e uma foto podem aparecer. Mas o posicionamento público será outro: a de um coletivo que exprime e co-divide as responsabilidades daquela candidatura. Tal fenômeno já começa a ganhar cada vez mais adeptos e, sem dúvida, subverte a lógica mais tradicional da democracia representativa. Quem traz mais detalhes sobre estes casos e o que eles têm despertado no meio político é o repórter de política do Estadão, Gilberto Amendola.
Edição de hoje conta também com a tradicional agenda econômica da semana, com os comentários da editora do Broadcast econômico da Agência Estado, Silvia Araujo. Em pauta, resultado prévio da inflação, Boletim Focus e, claro, o dólar em disparada.

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