Depois de um período de alta, o dólar começou a cair, em meio a crise que tomou conta do mundo por causa da guerra na Ucrânia. Nesta semana, a moeda americana chegou na casa dos R$ 4,60, menor patamar em 2 anos.
Enquanto o dólar caiu mais de 17% para os brasileiros, ele subiu 12% para os russos, 8% para os argentinos e 3% para os europeus. Com a guerra na Ucrânia, a América Latina passou a receber investimentos estrangeiros em dólar, principalmente nos produtos primários que esses países exportam. E quando o investidor coloca mais dólares na economia brasileira, o volume da moeda aqui cresce, baixando o preço frente ao real.
Esse recuo do dólar frente ao real em 2022 também tem sido favorecido pela disparada nos preços das commodities e dos juros que estão em patamares mais elevados no Brasil.
Com a taxa selic em 11,75% ao ano, o Brasil possui atualmente a segunda maior taxa de juros reais no mundo, atrás somente da Rússia. Juros mais altos no Brasil tornaram o real mais interessante para investidores que buscam rendimento em ativos mais arriscados.
No episódio desta quinta-feira, 07, vamos falar sobre a inflação, taxa de juros e o futuro da moeda brasileira perante o dólar com o economista André Braz, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor do FGV-IBRE.
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Apresentação: Gustavo Lopes
Produção/Edição: Jefferson Perleberg e Ana Paula Niederauer
Montagem: Carlos Valério

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