Nesta semana, um caso de racismo com a filha da atriz Samara Felippo em um colégio particular da zona oeste de São Paulo ganhou destaque e chamou a atenção para a importância de se repensar o ensino a partir de práticas e ensinamentos antirracistas. A atriz abriu boletim de ocorrência por “preconceito de raça ou de cor”, e o caso deve ser investigado pela Polícia Civil.
De acordo com o relato de Samara, a filha mais velha dela, fruto do relacionamento com o ex-jogador de basquete Leandrinho, teve um caderno furtado. O caderno teve folhas arrancadas, e foi encontrado com uma ofensa de cunho racial escrita em uma das páginas.
O colégio Vera Cruz, onde ocorreu o caso, informou que as duas alunas identificadas como as autoras da agressão foram suspensas por tempo indeterminado. A atriz reivindica a expulsão das agressoras, já que segundo ela o caso não é isolado e a escola tem conduta omissa diante dos reiterados episódios de preconceito racial.
Ao Estadão, a instituição disse que tomou medidas para acolher a aluna vítima da agressão e a família dela. Disse também que desenvolve um projeto relacionado às relações étnico-raciais desde 2019.
Como criar filhos antirracistas? De que maneira a escola pode conduzir esse caso? Expulsar as alunas resolve o problema? Os pais dela devem ser implicados criminalmente? Sobre esse assunto, conversamos com a antropóloga e psicanalista Jaque Conceição, pesquisadora sobre estudos étnico-raciais e de gênero, e diretora executiva do Coletivo Di Jeje.
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Apresentação: Emanuel Bomfim
Produção/Edição: Jefferson Perleberg, Gabriela Forte e Bárbara Rubira
Sonorização/Montagem: Moacir Biasi

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