Estamos convivendo há mais de 7 meses com o novo coronavírus e, com o passar do tempo, médicos e cientistas vão descobrindo mais sobre a doença. Hoje, já se sabe que a Covid-19 não apresenta sintomas apenas na sua fase ativa, mas pode deixar sequelas, mesmo que não esteja mais no organismo do infectado. Casos de AVC, problemas cardíacos, falência dos rins e perda da força muscular, são observados em quem teve a forma mais grave da Covid-19. Agora, pacientes prologam suas recuperações em clínicas de reabilitação. Outra sequela invisível, e que tem chamado a atenção de especialistas, é o medo em retomar a rotina pelo receio de contrair a doença.
Para esclarecer todos esses pontos, na edição de hoje, conversamos com a médica fisiatra e presidente do Conselho Diretor do Instituto de Medicina Física e Reabilitação da Rede Lucy Montoro, Linamara Rizzo Battistella, e com o psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas e colunista do Estadão, Daniel Barros. Além disso, um depoimento do Antonio Pissirili, de 72 anos, que desenvolveu a Síndrome de Guillain-Barré, pós-coronavírus.

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