Enquanto o mundo aguarda a chegada de uma vacina contra o novo coronavírus, os políticos resolveram usar o imunizante como plataforma de campanha. No Brasil, a Coronavac, produzida por uma empresa chinesa, em parceria com o Instituto Butantan, é considerada a mais avançada nas pesquisas. A frente do projeto está o governador de São Paulo, João Doria, que já se comprometeu com mais de 40 milhões de doses para serem distribuídas pelo país. No entanto, o governo federal, através do Ministério da Saúde, tem dificultado a aprovação da vacina, e se recusa a colocá-la na lista de imunizantes distribuídos pelo SUS. O argumento é que o produto não tem eficácia comprovada. Ao mesmo tempo, o governo federal vai na contramão do que dizem especialistas, e afirma que não vai tornar a vacinação contra a covid-19 obrigatória.
Afinal, o quanto a política pode prejudicar na imunização contra o novo coronavírus? A vacina deve ser obrigatória? Na edição de hoje, conversamos com a colunista do Estadão, Eliane Cantanhêde, e com a Dra. Monica Levi, presidente da Comissão de Calendários Vacinais da Sociedade Brasileira de Imunizações.

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