O ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, um dos articuladores de uma carta em defesa da democracia, disse hoje que a falta de um processo de impeachment abriu caminho para os ataques do presidente Jair Bolsonaro ao sistema eleitoral. Em entrevista à Rádio Eldorado, o jurista apontou o presidente da Câmara como um dos responsáveis pelo atual cenário de ameaças à democracia e de desrespeito ao resultado das eleições. “Quem manda no país é o Arthur Lira”, afirmou.
O advogado que fez a acusação durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff agora articula o manifesto em defesa da democracia ao lado do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, que fez a defesa da ex-presidente. Para Reale, a diversidade nas mais de 3 mil assinaturas colhidas até agora mostra que o movimento “está acima de qualquer conotação partidária”. A carta organizada pela Faculdade de Direito da USP será lida no próximo dia 11 de agosto na sede da instituição, no Largo São Francisco, centro de São Paulo.

Petróleo recua, mas incerteza continua: “Depende da duração da guerra”, diz Adriano Pires
11:18

EUA e Israel x Irã: guerra entra na 2ª semana sem perspectivas de negociação; ouça especialista
14:15

Ministros do Supremo correm risco de impeachment por conexões com Vorcaro? Ouça análise
15:31