O Irã anunciou ontem a escolha do aiatolá Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do país. Mojtaba sucede ao pai, o aiatolá Ali Khamenei, que foi morto no dia 28, no início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Desde a Revolução Islâmica de 1979, quando o aiatolá Ruhollah Khomeini assumiu o poder, Mojtaba é apenas o terceiro líder supremo do país. Ligado à linha-dura do regime, Mojtaba foi nomeado para o cargo por um conselho de 88 clérigos, conhecido como Assembleia dos Especialistas. Antes do anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o próximo líder do regime iraniano “não durará muito” se não tiver sua aprovação. Diante da ascensão de Mojtaba e da escalada do conflito no Oriente Médio, as cotações do petróleo dispararam e superaram a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde 2022. Hoje, o Irã voltou a atacar países aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico e que também são produtores de petróleo.
Em entrevista à Rádio Eldorado, Najad Khouri, professor da FGV e sócio-fundador do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM), disse que a eleição de Motjaba mostra a resiliência iraniana. “É quase impossível uma mudança de regime”, avaliou. Para ele, países vizinhos devem pressionar os Estados Unidos para uma negociação diante dos impactos econômicos da guerra. “Trump queria buscar uma vitória rápida, do tipo Venezuela, errando as dimensões do Irã”, afirmou.

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