Os conflitos internos na Síria que explicam a morte da minoria alauíta estão ligados à tomada de poder pelo HTS (Hay'at Tahrir al-Sham), um grupo rebelde, após a queda do regime de Bashar al-Assad, que esteve no poder por seis décadas. Este novo governo é liderado por sunitas, representando a maioria étnica da população síria. Apesar de inicialmente tentar projetar uma imagem de moderação, confrontos recentes em cidades costeiras foram desencadeados por apoiadores do ex-líder. A resposta agressiva do atual governo a esses confrontos resultou em acusações de limpeza étnica, com o Observatório Sírio para os Direitos Humanos reportando mais de mil mortes, majoritariamente civis. Segundo o doutor em Relações Internacionais, Vladimir Feijó, existe um grande ressentimento da maioria da população em relação ao regime anterior, que priorizou minorias, seguindo o exemplo da França durante sua ocupação após a Primeira Guerra Mundial. O HTS alega que os confrontos são instigados por apoiadores do antigo regime, que estão sendo expulsos e vendo suas perspectivas de vida diminuírem.
A violência tem sido direcionada a grupos minoritários, incluindo os alauítas (cerca de 11% da população e parte da família Assad), os drusos e os cristãos. Há um temor de que o HTS esteja tentando construir uma unidade síria de forma forçada, e minorias como drusos e cristãos também podem se tornar alvos. Ao Jornal Eldorado, Feijó sugere que uma possível saída seria a criação de uma coalizão internacional de potências que normalmente competem entre si (como França, Reino Unido, Estados Unidos e Rússia), que historicamente classificam o HTS como uma entidade terrorista.

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