O governo dos Estados Unidos anunciou na sexta-feira a revogação imediata do visto do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, de familiares diretos e de outros sete ministros do STF: Luís Roberto Barroso, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Edson Fachin, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Só ficaram fora da lista de sanções impostas pelo governo americano os ministros André Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques. O anúncio foi feito nas redes sociais, após a decisão de Moraes que impôs uma série de medidas restritivas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica por tentativa de coação da Justiça em razão da atuação do deputado Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos para pressionar o governo do país por sanções contra o Brasil. Uma delas é a tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil a partir de 1º de agosto, que só seria retirada em caso de anistia e do fim do processo por golpe de Estado em que o ex-presidente é réu.
Em entrevista à Rádio Eldorado, o jurista e professor de Direito Walter Maierovitch chamou de “meramente vingativas” as medidas. Para ele, há sinais de coação da Justiça por parte de Jair Bolsonaro e seu filho e as medidas restritivas ao ex-presidente tiveram como foco principal evitar a fuga dele. “Eduardo Bolsonaro está em território americano para propor crimes de lesa-pátria. O presidente americano foi influenciado por dois párias: Eduardo Bolsonaro e Jair Bolsonaro”, afirmou.

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